Qual a relação entre suas fitas cassete e a aprendizagem dos seus filhos?

por EQUIPE CLOE
Publicado em 23 de agosto de 2021.

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*Por Fernando Shayer, CEO e cofundador da Cloe

Quem me conhece pessoalmente sabe que eu sou careca, e não acredita que, aos 13 anos, quando eu tinha muito cabelo, eu gostava de Metallica. Talvez você gostasse de algo menos barulhento, do U2 ou do A-ha. Mesmo que tenha sido dos Menudos, não importa.

Fuce suas coisas, fale com familiares, se necessário, e encontre uma fita cassete do seu grupo predileto e mostre para os seus filhos como você ouvia música. Ao fazer isso, não se esqueça de trazer uma caneta Bic e mostrar como a azulzinha tinha as funções de escrever e rebobinar fitas. Ao final do experimento, ao ver a reação deles, feche os olhos, respire fundo e aceite a realidade: por mais moderninho que possa ser, por mais que brigue contra isso, assim como eu, você é um dinossauro.

Pense em como seus filhos – e você – ouvem música hoje. Pegue o smartphone e tenha acesso instantâneo não a uma coleção de dez músicas, mas a todas as músicas do seu grupo predileto. E de todos os outros grupos. Em todos os tempos. Quando faço isso, penso em silêncio, “graças a Deus pela tecnologia; Steve Jobs, você é o cara”.

Aproveite o engajamento deles e compartilhe quantas vezes você ficou na fila do banco, fez longas compras de mês no supermercado lotado, quantas broncas levou pelas multas de atraso na Blockbuster, e, se quiser fazê-los rir mesmo, mostre uma foto online de um telefone fixo de disco e diga que seus pais levaram anos para comprar uma daquelas linhas. Se o experimento for como o meu, eles irão mencionar os apps do banco online, do supermercado, do delivery, da Netflix, do WhatsApp, do TikTok e perguntarão “nossa, papai, como você conseguiu viver naquele tempo?”.

É com essa comparação entre a sua juventude e a dos seus filhos que, agora na volta às aulas presenciais integrais, eu chego no tema da educação e te convido a pensar sobre os livros e apostilas didáticas impressas que eles estão usando.

Quando você era jovem, você levava e trazia de volta para casa diversos livros pesados na mochila, todos os dias: era uma florestinha ambulante. Os livros tinham apenas textos, ilustrações, fotos e um espaço para atividades. No fim do ano, guardava os livros na estante porque se tivesse dúvidas no futuro, poderia voltar a elas, junto com a boa e velha Enciclopédia Barsa.

Assim como todas as outras atividades humanas, a educação básica está sendo muito impactada pela revolução digital. Existem dispositivos digitais portáteis acessíveis aos jovens, como notebooks, tablets e smartphones. Existem inúmeros tipos e formas de plataformas educacionais digitais que, além daquilo que oferecem os livros e apostilas impressas, permitem que o aprendizado ocorra por meio de vídeos, aplicativos de matemática, ciências, música e programação, espaços para interação com colegas e professores e, muito importante, mostram, por meio de dados de navegação em tempo real, aos professores, onde seus filhos estão acertando ou precisam ajustar a cada atividade.

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